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Conversa de Homem (Parte II)
Sem pestanejar, o meu amigo se levantou de punho fechado, grudou-a na mesa de forma tão mansa que quando a retirou deixou marcados os metacarpos no tampo de ferro, mirou-me nos olhos e disse o que tinha contra o cara, que ele era bom e gosta e o venera. Eu grande que sou também, porém com pouca coragem, levantei-me sob as minhas descoordenadas e inimigas pernas bambas, passei a mão na testa para retirar vestígios de muco oral, com meus vesgos e convexos olhos o encarei e dei-lhe a nefanda resposta que apesar dele gostar muito do artista e este ser bom, não o exime de ser bobinho. Com este empurrão, o amigo deus dois passos pra traz.
Inicialmente sem entender o porquê, perdi o ar e me vi curvado, o up rápido da resposta que dera foi certeiro, atingira a parte superior de meu abdome, dissera que fora influenciado pelo Chico (o de Holanda) e o espalmar de suas mãos no meu crânio oco, fez um sonoro estalo com a continuação da resposta, que ele faz samba antigo como nenhum outro contemporâneo faz.
A mesma escola que meu amigo fez eu também fiz, e pelas repetências fiz várias vezes, revidei com uma seqüência canhota de jabs na resposta que o uma vez o Jorge Aragão comentou que aquela banda da música ANA JULIA faz umas musiquetas tipo sambinha, mas era legal coisa e tal. Ainda emendei num direto na mandíbula esquerda, comentando que a musicalidade deles é limitada, com notas simples e metódicas.
A réplica mal o intimidou, quando puxei o fôlego para ver o resultado de meu contra-ataque, fui invertido com um anguloso e rápido rabo-de-arraia, que de tão perfeito, deslocou o meu centro de gravidade, quando me disse sobre o que eu entendo de violão e se por um acaso eu sei fazer soar uma nota no suntuoso instrumento de madeira. Isto eu escutei com mundo, e a moça loura que passava, girando no ar, parando com o meio-fio a dois polegares de meios zigomáticos. Foi nesta posição que o golpe fatal foi dado, o meu camarada enfiou covardemente os dois dedos nos meus olhos com as palavras de que se eu não percebi tal fato, é só ler as cifras (o que é isso? Alguém???) das músicas composta pelo camelo (a esta altura, V. Excelência) que eu mesmo, continuou ele, com meu talento prêmios não consigo sequer reproduzi-las.
Com um macaco me ergui bruscamente e com os olhos boiando no interior do encéfalo, mirei-o e soltei um crow que zuniu na orelha direita na resposta de que o que se faz nas cifras (hein?) é fruto de um caminhão de mix e remix da produtora, que manda e desmanda na obra do criador.
Quando me preparei para o meu fim, escutamos o encher das tulipas, coroada pela maravilhosa espuma da Sk.... estupidamente gelada. Sentamos a mesa e disse: - que calor hein? E meu amado disse: - preciso de uma praia. Respondi: - em falar em praia, tem cada pitelsinho desfilando ...
Escrito por rludico às 10h46
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Conversa de Homem (Parte I)
Conversa de homem é assim, fala-se com cautela sem trava na língua. Se for entre amigos pior ainda, é como pegar dinheiro emprestado no cheque especial, coisa que nunca tem fim, apenas breves intervalos de longos rounds. O tema desta conversa fora música, especificamente uma lista restrita de compositores.
O diálogo ia bem, erudito e de bom gosto, falávamos do meu aniversário que está por vir, até surgir o meu comentário da entrevista do CAMELO (O Marcelo!), que assistira no programa Uma vez uma canção da TV Cultura de São Paulo.
O comentário fora de pura sinceridade e sem interesses alheios, apenas falei que achei o artista fraquinho nas respostas, evasivas e insistia colocar o SIM e NÃO sem menores explicações e quando dava uma resposta elaborada, dizia apenas que fez tal música por que achou bonitinho a letra e os acordes do violão.
Uma dessas perguntas fora em relação a musica chuva. Um bípede da platéia levantou e perguntou o que lhe inspirou a fazer a letra. A bombástica e culta resposta foi que estava de bobeira em casa, dedilhando o violão olhando a chuva cair, falando acompanhado do violão, com fantástico três acordes e saiu a música, assim, meio que sem querer. E para finalizar a resposta, falou que achou legal, que ficou bonitinho. Ainda incrédulo com a resposta, o salutar aluno da escola de música Tom Jobim, perguntou: - mas foi só isso? Nada mais lhe inspirou? Veio a magnânima resposta do atleta dos violões - Hahã, só isso !!!
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Escrito por rludico às 10h46
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Depois de um longa noite, onde meu corpo do pescoço a baixo se encontrava dormente e do pescoço a cima em exaltado estado de criação, pensei no nome de minha criatura
De criador desnaturado, sou agora egoista. Dei a minha criação o que a mim traz prazer. Espero que um dia, este blog crie maturidade e desenvolva sua própria personalidade, dando-se a si um conteúdo digno, em vista que, com o nome não pode faze-lo.
DESNUDO, é exatamente como me sinto, pois, a internert assim propicia. Estar de peito aberto, despido para o mundo e manter a minha privacidade, podendo-me manifestar o que penso, sentindo-me vivo, ao menos racionalmente.
Estar Desnudo, ver minha alma através da pele e de meus pensamentos, faz desta criatura obter um papel muito mais importante que a do criador. É por meio dele, que irei me manifestar e isolar.
Escrito por rludico às 12h30
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Eis-me aqui. Depois de muito pensar, planejar e sonhar, surge minha primeira criação virtual, meu Blog. Ja muito popularizado, os Blog's não mais são um pequeno diário virtual ou ferramente para relacionamentos pela internet. Muitos blogueiros escrevem suas idéias e discutem seus pensamentos por este meio gratuíto.
Durante muito tempo, venho "colecionando" blog's em meus favoritos, deixando meus comentários, mandando e-mail, criticando, elogiando, concordando e discondando e fazendo mais inimigos (que me ajudam a crescer) do que amigos.
Depois desta peregrinação virtual, mostro minha cara-a-tapa em meu blog. Aproveito o momento, para agradecer ao BIA(do TIRO&QUEDA), ao Alex Castro (do LLL), ao Idelber, Dom Quixote, Sol&Lua, e outros, "velhos" bloqueiros que através de seus textos, me incentivaram a criar o meu espaço. Aqui, quero colocar minha idéias e discutir sem um público específico, mas com temas bem definidos. Especificamente, quero dialogar com o mundo virtual sobre cinema, literatura, cotidiano e sexo(um longo suspiro).
Aqui, irei fazer relatos de filmes, resenha literárias, polemizar o dia-a-dia. E o sexo? Bom, isso é outro assunto. Com o objetivo de encomodar, por tanto me sentir encomodado, este blog não será um diário, mas um preâmbulo para um crescimento.
Como podem ver, o título de meu bolg é UNTITE, ou seja, SEM TITULO. Tanta empolgação no contéudo não influênciou para dar-lhe um nome.
Que belo pai, faz um filho e não lhe da personalidade? Como regula o nosso Código Civil de 2002, no seu artigo 2º, a personalidade se origina no nome. Será eu um pai desnaturado? Sem amor pela sua criação? Um Frankstein? Criei uma coisa?
Belas dúvidas para um mal começo.
Escrito por rludico às 14h25
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